Snowflake Connect: IA. 27 de janeiro 2026

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Guia completo: o que é segurança na nuvem?

Saiba mais sobre segurança na nuvem, como funciona e descubra práticas recomendadas, soluções e ferramentas para proteger seus dados, redes e infraestrutura na nuvem.

  • Visão geral
  • O que é segurança na nuvem?
  • Como funciona a segurança na nuvem
  • Principais pilares da segurança na nuvem
  • Benefícios da segurança na nuvem
  • Riscos e desafios de segurança na nuvem
  • Tipos de soluções de segurança na nuvem
  • 7 práticas recomendadas de segurança na nuvem
  • Conclusão
  • Perguntas frequentes sobre segurança na nuvem
  • Clientes que usam o AI Data Cloud
  • Recursos de segurança na nuvem

Visão geral

De startups a empresas globais, as organizações estão migrando dados, aplicações e infraestrutura para fora de suas instalações locais a uma velocidade que poucos imaginariam há dez anos atrás. Essa mudança traz velocidade e escala, mas também amplia o campo de ação dos invasores. Configurações incorretas, credenciais roubadas e problemas de visibilidade são apenas alguns dos riscos associados a essa área. Ao mesmo tempo, as agências reguladoras estão reforçando as leis sobre métodos de armazenagem e acesso de informações confidenciais, aumentando as exigências em relação à conformidade.

segurança na nuvem é uma estrutura de trabalho que permite às empresas adotar a computação na nuvem como estratégia de proteção. Neste guia, analisaremos como a segurança na nuvem funciona, os principais pilares que a sustentam, os desafios que ela apresenta, além das práticas recomendadas e as soluções que podem ajudar as organizações a proteger seus dados e a ajustar a escala com confiança.

O que é segurança na nuvem?

A segurança na nuvem é a combinação de tecnologias, políticas e práticas desenvolvidas para proteger serviços de nuvem, sistemas baseados na nuvem, dados e infraestrutura. Ela inclui tudo, desde prevenir o acesso não autorizado, passando por manter informações confidenciais criptografadas até garantir que os serviços permaneçam disponíveis mesmo durante um ataque.

Um dos fatores que diferenciam a segurança na nuvem da segurança tradicional de TI é onde reside a responsabilidade. Em um data center local, a organização é proprietária do stack de ponta a ponta. Na nuvem, a responsabilidade é compartilhada. Os provedores de serviços na nuvem, como AWS, Google Cloud ou Microsoft Azure, protegem os data centers físicos, o hardware subjacente e grande parte da plataforma principal. É responsabilidade do cliente proteger as aplicações, os dados, o acesso do usuário e as configurações que eles utilizam sobre essa infraestrutura. A divisão exata depende se o serviço é IaaS, PaaS ou SaaS, mas o princípio é o mesmo: ambas as partes têm uma função, e as falhas geralmente surgem quando os clientes assumem que a responsabilidade é maior do lado do provedor do que a realidade indica.

Como funciona a segurança na nuvem

A segurança na nuvem funciona ao sobrepor proteções em camadas por todo o ambiente. Isso inclui a infraestrutura que hospeda os serviços, as aplicações em uso e os usuários finais que os acessam.

No nível da infraestrutura de nuvem, os provedores reforçam os data centers com proteções físicas, firewalls e redes virtuais. Eles também corrigem e atualizam a plataforma principal de forma contínua. Além disso, os clientes desenvolvem essa base, configurando grupos de segurança de rede, segmentando cargas de trabalho e aplicando criptografia para manter os dados seguros, tanto em repouso quanto em trânsito.

As aplicações adicionam uma outra camada. Segurança aqui significa aplicar práticas de codificação segura, testar vulnerabilidades e usar ferramentas como firewalls de apps da web para impedir o acesso malicioso. Um ponto fraco comum é um local de armazenamento na nuvem com configuração incorreta, como quando um subsistema de armazenagem é deixado aberto ao público, expondo dados confidenciais. 

Por fim, a segurança se estende ao acesso do usuário final. As ferramentas de gerenciamento de identidade e acesso controlam quem pode fazer login, o que pode ver e quais ações podem realizar. A autenticação multifator e os controles de acesso granulares tornam mais difícil que os invasores comprometam contas com senhas roubadas.

Principais pilares da segurança na nuvem

Uma forte segurança na nuvem se baseia em alguns princípios básicos. Cada um lida com uma camada de risco diferente. No entanto, juntos, eles criam uma estratégia de defesa mais ampla.

Gerenciamento de identidade e acesso (IAM)

O gerenciamento de identidade de acesso (identity and access management, IAM) é um método para controlar quem pode acessar o que está na nuvem. As diretrizes definem funções e permissões, enquanto ferramentas como login único e autenticação multifator ajudam a evitar o roubo de contas. Feito da forma correta, o IAM reduz a superfície de ataque, limitando o acesso de cada usuário apenas aos recursos necessários.

Proteção de dados

Dados confidenciais precisam permanecer protegidos, estejam eles criptografados no armazenamento, sendo movidos em uma rede ou em processamento. Nessa fase é que a criptografia, a tokenização e o mascaramento de dados têm um papel fundamental. Esses métodos ajudam a manter as informações ilegíveis para usuários não autorizados, sejam elas detalhes do cartão de crédito do cliente ou designs proprietários.

Controles de segurança de rede

Firewalls, redes privadas virtuais e sistemas de detecção/prevenção de intrusão segmentam ambientes de nuvem e filtram o tráfego. A microsegmentação é cada vez mais comum, permitindo que as equipes de segurança isolem as cargas de trabalho para que uma violação em uma área não se espalhe para outras.

Detecção e monitoramento de ameaças

Ambientes de nuvem são dinâmicos, o que torna primordial a visibilidade contínua. As ferramentas de monitoramento de segurança acompanham a atividade do usuário, o tráfego da rede e o comportamento do sistema em busca de padrões suspeitos. Por exemplo, um login suspeito de um novo local geográfico ou um grande volume de downloads de dados podem emitir alertas para dar início a investigações dessas atividades.

Conformidade e proteções regulatórias

As organizações que trabalham no setor de saúde, serviços financeiros ou governo podem estar sujeitas a estruturas de conformidade rigorosas, como HIPAA, PCI DSS ou FedRAMP. Os controles de segurança na nuvem podem atender a esses requisitos com recursos de auditoria, fornecimento de logs e relatórios que ajudam a atestar a conformidade durante as inspeções.

Gestão de postura e configuração de segurança

Configurações incorretas são causa comum de falhas de segurança na nuvem. De modo automático, as ferramentas de gestão de postura verificam se há configurações não seguras, como um bucket de armazenamento exposto ou permissões excessivamente amplas, e sinalizam essas configurações antes que os invasores possam fazer uso delas.

Segurança de apps na nuvem

Os apps executados na nuvem precisam ser criados e mantidos com segurança em mente. Isso significa práticas de codificação segura, verificações regulares de vulnerabilidade e proteções, como firewalls de aplicações da web, tudo visando minimizar as vulnerabilidades que invasores podem explorar. O objetivo é prevenir o uso malicioso e indevido na camada da aplicação, onde os invasores geralmente se aproveitam dos pontos fracos.

Resposta a incidentes e recuperação de desastres

Cedo ou tarde todas as organizações vão enfrentar um problema de segurança. Um plano de resposta bem preparado ajuda a contenção e a recuperação rápidas. Os provedores de nuvem oferecem serviços de backup e recuperação. No entanto, os clientes devem definir políticas de frequência de backup dos dados, duração da retenção e rapidez com que podem ser restaurados após uma interrupção ou um ataque.

Benefícios da segurança na nuvem

Quando bem feita, a segurança na nuvem oferece vantagens que vão além da redução de riscos. Ela também pode gerar mais valor comercial e tranquilidade para os negócios.

Forte proteção de dados

Criptografia, controles de acesso e monitoramento funcionam juntos para manter a segurança dos dados confidenciais por toda a infraestrutura de nuvem. Com ameaças que variam desde o uso indevido por usuários internos até ataques externos, fortes medidas de proteção garantem a segurança e a integridade das informações confidenciais.

Eficiência de custos

As violações de segurança custam caro, mas as medidas preventivas não precisam ser tão onerosas. A segurança na nuvem transfere grande parte do custo de infraestrutura para os provedores, permitindo que as organizações concentrem seus orçamentos na configuração, no monitoramento e no plano de resposta. Automatizar tarefas como gerenciamento de correções e verificações de postura também ajuda a reduzir os custos de mão de obra.

Gestão de conformidade mais simples

Os provedores criam suas plataformas para dar suporte a muitos padrões de conformidade. Aliada a controles do cliente, como logs e relatórios de auditoria, a segurança na nuvem facilita a demonstração de alinhamento com regulamentações, como RGPD ou HIPAA, o que economiza tempo e reduz o risco de multas.

Detecção de ameaças e a resposta mais rápidas

Os principais provedores de nuvem possuem ferramentas nativas da nuvem capazes de analisar a atividade quase em tempo real, detectando comportamentos estranhos em minutos. Quando uma credencial roubada é usada ou um agressor se move lateralmente entre sistemas, os alertas podem ativar ações automáticas, como bloquear uma propriedade intelectual ou isolar uma carga de trabalho, antes que o dano se espalhe.

Maior confiança do cliente e melhor reputação da marca

As violações de dados podem, rapidamente, minar a confiança. Uma forte postura de segurança na nuvem ajuda os clientes a lidar com informações deles, de forma adequada. Com o tempo, isso ajuda uma empresa a se destacar e ao mesmo tempo reforçar sua marca.

Riscos e desafios de segurança na nuvem

A adoção da nuvem traz novos riscos que as organizações devem lidar. Algumas são técnicas, enquanto outras provêm de erros humanos ou pressões regulatórias.

Ambientes de nuvem com configuração incorreta

Um dos riscos mais comuns vem de erros simples: um bucket de armazenamento deixado público, um nível de permissão muito amplo concedido ou uma regra de firewall escrita de forma incorreta. 

Ameaças internas e acesso não autorizado

Funcionários, contratados ou parceiros com acesso indevido podem levar a um incidente de segurança de forma intencional ou acidental. Controles de identidade mais fracos também facilitam o uso das credenciais roubadas e a movimentação pelos sistemas, sem ser observado.

Desafios de conformidade em diferentes regiões

As regulamentações não se limitam a fronteiras geográficas. Uma empresa com operações nos EUA e na Europa deve levar em conta regras diferentes regulamentos, como RGPD, HIPAA e leis de privacidade estaduais. Mapear controles de segurança para várias estruturas é demorado e sujeito a erros.

Falta visibilidade em ambientes multinuvem e híbridos

Muitas empresas executam cargas de trabalho em AWS, Azure, Google Cloud e data centers locais. Cada ambiente vem com suas próprias ferramentas e dashboards, ficando difícil ter uma visão única da postura de segurança de uma empresa. Essa falta de visibilidade deixa pontos cegos que os invasores podem explorar.

Ameaças persistentes e sofisticadas voltadas para cargas de trabalho na nuvem

Cada vez mais. agentes de ameaças bem financiados têm como alvo a infraestrutura de nuvem. Ele podem conseguir se infiltrar em longo prazo, disfarçar atividades como tráfego normal e extrair, silenciosamente, dados confidenciais, o que torna algumas das ameaças mais difíceis de detectar e remover. Detectar e remover essas ameaças requer monitoramento avançado e recursos forenses.

Tipos de soluções de segurança na nuvem

As organizações usam uma combinação de soluções e ferramentas de segurança especializadas para proteger seus ambientes de nuvem. Cada um lida com um aspecto de defesa diferente.

Corretor de segurança de acesso à nuvem (CASB)

Um corretor de segurança de acesso à nuvem (cloud access security brokers, CASB) monitora e controla as interações entre usuários e plataformas de nuvem, aplicando políticas da empresa à medida que os dados se movem. Isso ajuda a ganhar visibilidade sobre a TI invisível, monitorar o uso e aplicar controles, como criptografia ou restrições de acesso. Em especial, os CASBs são úteis para gerenciar aplicações de software como serviço (software as a service, SaaS) adotadas pelos funcionários fora da supervisão oficial de TI.

Plataformas de proteção de cargas de trabalho na nuvem (CWPP)

O foco das plataformas de proteção de cargas de trabalho na nuvem (cloud workload protection platforms, CWPPs) está na proteção das cargas de trabalho (máquinas virtuais, contêineres e funções que não precisam de servidor) ao serem executadas na nuvem. Elas detectam vulnerabilidades, verificam se há malwares e impõem proteção em tempo de execução. Isso as torna úteis na defesa contra ataques direcionados a cargas de trabalho de aplicações.

Gerenciamento da postura de segurança na nuvem (CSPM)

As ferramentas de gerenciamento da postura de segurança na nuvem (cloud security posture management, CSPM) verificam continuamente as configurações da nuvem para detectar parâmetros arriscados, como armazenagem aberta ao público ou controles de acesso excessivamente permissivos. Elas também podem dar sugestões de remediação ou correções automatizadas. Uma estratégia de CSPM ajuda a prevenir violações de segurança relacionadas à configuração incorreta.

Secure web gateways (SWG)

Um SWG filtra o tráfego entre os usuários e a Internet. No contexto da nuvem, ela bloqueia sites perigosos, impõe políticas da empresa na web e protege os usuários que trabalham fora da rede corporativa. Isso ajuda a proteger os colaboradores remotos e híbridos, que podem acessar os serviços de nuvem de qualquer lugar.

Prevenção contra perda de dados (DLP)

As soluções de prevenção contra perda de dados (data loss prevention, DLP) monitoram como dados confidenciais são usados e movidos entre os serviços de nuvem. Elas podem bloquear ou alertar sobre tentativas de cópia, compartilhamento ou upload de informações que violem as políticas de segurança da empresa. A DLP reduz o risco de vazamento acidental de dados, promovendo a conformidade com as regulamentações de privacidade de dados.

Acesso à rede de confiança zero (ZTNA)

A política de acesso à rede de confiança zero (zero trust network access, ZTNA) substitui o velho modelo de confiar em qualquer usuário da rede corporativa. Em vez de depender da localização, as decisões de acesso dependem da identidade, do estado do dispositivo e do contexto. Ao se basear o princípio de "nunca confiar, sempre verificar", a política de ZTNA limita a movimentação lateral, no caso de um invasor comprometer uma conta ou dispositivo.

7 práticas recomendadas de segurança na nuvem

Uma forte segurança na nuvem depende menos das ferramentas em si, e mais da forma como as organizações as colocam em funcionamento. Essas práticas recomendadas ajudam a reduzir os riscos e melhorar a resiliência.

Implementar fortes estratégias de IAM e MFA

Mantenha o acesso do usuário isolado com permissões baseadas em função e autenticação multifator. Isso ajuda a evitar que invasores utilizem senhas roubadas e limita o raio de dano em caso de uma conta comprometida.

Criptografar dados em trânsito e em repouso

Aplique criptografia a dados confidenciais onde quer que eles estejam. Um protocolo de Transport Layer Security (TLS) protege as informações que se movem entre as redes, enquanto a criptografia no nível do armazenamento ajuda a manter os dados ilegíveis em caso de violação dos sistemas de armazenamento.

Monitorar as configurações e realizar auditorias delas com regularidade

Ambientes de nuvem estão sempre mudando. Monitoramento contínuo e auditorias regulares ajudam a identificar configurações de risco antes que elas levem à exposição.

Adotar uma arquitetura de confiança zero

Em vez de confiar em usuários e dispositivos por padrão, verifique cada solicitação realizando uma investigação do contexto. A confiança zero reduz as chances de movimentação lateral se os invasores violarem uma parte do ambiente.

Treinar funcionários em conscientização de segurança

A tecnologia não pode corrigir todos os erros humanos. O treinamento regular ajuda os funcionários a detectar tentativas de phishing, usar senhas mais fortes e evitar comportamentos arriscados em serviços de nuvem.

Automatizar políticas de segurança e gerenciamento de patches

A automação reduz o tempo de atraso e os erros humanos. Políticas de controle de acesso, logs e patches podem ser codificadas e implementadas, de forma automática, em todas as cargas de trabalho na nuvem.

Desenvolver um guia estratégico de resposta a incidentes

Incidentes são inevitáveis. Um guia estratégico claro que defina bem as funções de cada um, os níveis de alertas (e como escaloná-los), além de como os sistemas são recuperados evita que as equipes se confundam sob pressão. Testar o plano regularmente ajuda a garantir que ele funcione quando necessário.

Conclusão

A segurança na nuvem está evoluindo rapidamente. A inteligência artificial e o aprendizado de máquina estão melhorando a detecção de ameaças, os logins sem senha estão reduzindo a dependência de credenciais e a automação está simplificando os relatórios de conformidade. Ao mesmo tempo, políticas de confiança zero, identidade descentralizada e métodos de desenvolvimento que priorizam a segurança estão transformando a forma como as organizações criam e protegem os sistemas de nuvem.

Os conceitos básicos da segurança permanecem iguais na nuvem: proteger dados confidenciais, controlar o acesso e monitorar continuamente. Ao adotar as práticas recomendadas de mercado, as empresas podem se manter à frente das ameaças emergentes e, ao mesmo tempo, ajustar a escala de seus sistemas com segurança.

Perguntas frequentes sobre segurança na nuvem

As práticas recomendadas incluem gerenciamento eficaz de identidade e acesso, criptografia de dados em trânsito e em repouso, monitoramento contínuo e auditorias regulares da configuração. Juntos, esses controles criam várias camadas de defesa contra as principais vias de ataque.

Com frequência, os erros mais comuns são bem simples: buckets de armazenamento com configuração incorreta, permissões de acesso excessivamente amplas, senhas fracas ou reutilizadas e falta de visibilidade em ambientes multinuvem. Os clientes são responsáveis por grande parte da configuração e do controle de acesso.

O modelo “zero trust” (confiança zero) muda o paradigma de "confiar, mas verificar" para "nunca confiar, verificar sempre". Cada solicitação de acesso é validada com base na identidade, no estado do dispositivo e no contexto. Esse método reduz a chance de um invasor passar livremente pelos sistemas se comprometer uma conta ou um ponto de extremidade.